O deputado federal André Janones (Rede-MG), que comanda o chamado Exército do Lula nas redes, foi até a área reservada aos apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate presidencial da Band, na noite de domingo, dia 18, e passou a provocar os bolsonaristas que acompanhavam o confronto, o que gerou uma reação imediata do deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP). O episódio foi registrado em vídeo nos bastidores do estúdio e publicado pelo perfil Hora 1 Bahia, enquanto o jornal O Globo também relatou que Janones discutiu com Salles naquela noite.

As imagens mostram Salles se levantando e gesticulando na direção de Janones, que circula entre os aliados do senador, até que o grupo se aglomera e algumas pessoas passam a ser contidas e afastadas por quem estava em volta, enquanto celulares e câmeras registram a cena. O vídeo não tem áudio das falas, por isso o teor exato da discussão entre os dois parlamentares não foi divulgado, embora a sequência deixe claro que a provocação partiu da ida de Janones ao espaço dos adversários.

A cena repete o roteiro de 2022, quando Janones e Salles bateram boca na sala de convidados do primeiro debate presidencial da mesma emissora e precisaram ser separados por seguranças, depois de trocarem ofensas como “bandido”, “miliciano” e “Rachanones”. Na época, o próprio Janones admitiu nas redes que tinha sua parcela de culpa na briga, porque havia sussurrado uma provocação no ouvido de Salles, que por sua vez acusou o rival de armar a confusão para gravar vídeos e ganhar engajamento.

A provocação deste ano aconteceu em uma noite em que Janones também usou o celular durante praticamente todo o debate para orientar os seguidores do Exército do Lula no WhatsApp, pedindo o compartilhamento de cortes, a publicação de hashtags e buscas no Google que associassem o nome de Flávio a termos negativos, segundo reportagens do Poder360 e do O Globo. Depois do programa, o deputado passou mal e foi internado na UTI do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, com arritmia cardíaca, e seu quadro é considerado estável, de acordo com a cardiologista Ludhmila Hajjar.