O jurista Ives Gandra Martins avaliou, em entrevista à Coluna do Estadão, que o senador Flávio Bolsonaro (PL) errou ao se autodeclarar o verdadeiro presidente eleito do Brasil em carta divulgada dos Estados Unidos.

Segundo Gandra, houve interferência do Supremo Tribunal Federal nas eleições e os métodos usados pelo presidente Lula para se reeleger merecem todas as críticas. Flávio deveria ter focado nisso. Mas eleição é definida pelos eleitores, que escolheram Lula. Então, ele é o presidente, afirmou o jurista.

Gandra lembrou que Lula usou a máquina pública e gerou gastos acima de R$ 300 bilhões, conforme dados do Gastômetro do Estadão, além de contar com a preferência do STF e com um Tribunal Superior Eleitoral sem relevância. Independentemente da violência do STF, que reescreveu a Constituição ao passar por cima do TSE, Lula foi eleito, ratificou.

Em vídeo do Pleno.News, o jurista é apresentado afirmando que o Brasil está sendo comparado à Venezuela pelo exterior e defendendo que Flávio Bolsonaro sofre perseguição política, em contexto de sua saída do país após ordem de entrega de passaportes.

Flávio, após a derrota, deixou o Brasil e, em carta, inicialmente se autoproclamou presidente eleito, comparando sua situação a opositores venezuelanos como Juan Guaidó, antes de ajustar o texto para líder do Brasil.