O presidente do Instituto Rio Metrópole, Davi Perini Vermelho, e outras cinco pessoas foram presos em operação que investiga o desvio de R$ 86,28 milhões em contratos de obras de infraestrutura. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), os recursos públicos teriam sido desviados por meio de contratos fraudulentos com duas empresas de engenharia e repassados a uma ONG.

Entre os presos está Caroline Soares Barros, conhecida como “Mulher da Mala”, ex-funcionária do instituto e presidente da ONG Instituto Bio. A entidade, sem funcionários registrados e com atividade incompatível (culinária sustentável), recebeu dezenas de transferências das empresas contratadas.

A investigação identificou 28 transferências e saques em espécie que totalizaram mais de R$ 3 milhões, alguns com escolta armada de empresa de segurança ligada a um diretor do Rio Metrópole, o delegado Franquis Dias Nepomuceno, também preso.

 OUTROS ENVOLVIDOS

Também foram detidos o procurador do estado Marcelo Lopes da Silva, o diretor Maurício Quinoploque (articulador das licitações) e a nora dele, Amanda Ítala da Páscoa (gestora de contratos). As defesas negam irregularidades.

O Instituto Rio Metrópole é uma autarquia estadual responsável por planejar e executar obras de infraestrutura, como saneamento básico, em 22 cidades da região metropolitana do Rio.