PRESIDENTE DO INSTITUTO RIO METRÓPOLE E OUTROS CINCO SUSPEITOS SÃO PRESOS POR DESVIO DE R$ 86 MILHÕES
Operação do MP-RJ investiga esquema de contratos fraudulentos de obras de infraestrutura que teriam desviado recursos públicos para ONG ligada a ex-funcionária da autarquia, Caroline Soares Barros, a “Mulher da Mala”.
O presidente do Instituto Rio Metrópole, Davi Perini Vermelho, e outras cinco pessoas foram presos em operação que investiga o desvio de R$ 86,28 milhões em contratos de obras de infraestrutura. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), os recursos públicos teriam sido desviados por meio de contratos fraudulentos com duas empresas de engenharia e repassados a uma ONG./i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_1f551ea7087a47f39ead75f64041559a/internal_photos/bs/2023/k/Q/K7f7E5RjaABaQzwFEF1w/41ce2afc-1669-483b-8101-ded2421f9fdb-marca-instituto-branco-azul.png)
Entre os presos está Caroline Soares Barros, conhecida como “Mulher da Mala”, ex-funcionária do instituto e presidente da ONG Instituto Bio. A entidade, sem funcionários registrados e com atividade incompatível (culinária sustentável), recebeu dezenas de transferências das empresas contratadas.
A investigação identificou 28 transferências e saques em espécie que totalizaram mais de R$ 3 milhões, alguns com escolta armada de empresa de segurança ligada a um diretor do Rio Metrópole, o delegado Franquis Dias Nepomuceno, também preso.
OUTROS ENVOLVIDOS
Também foram detidos o procurador do estado Marcelo Lopes da Silva, o diretor Maurício Quinoploque (articulador das licitações) e a nora dele, Amanda Ítala da Páscoa (gestora de contratos). As defesas negam irregularidades.
O Instituto Rio Metrópole é uma autarquia estadual responsável por planejar e executar obras de infraestrutura, como saneamento básico, em 22 cidades da região metropolitana do Rio.

