A imprensa internacional repercutiu rapidamente a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Por unanimidade, os ministros Alexandre de Moraes (relator), Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino aplicaram pena de 4 anos e 2 meses de reclusão em regime semiaberto, mais multa, inelegibilidade por 8 anos e perda do cargo de escrivão da PF. A acusação foi de coação no curso do processo, por supostamente articular sanções americanas contra o Brasil para influenciar o julgamento do pai, Jair Bolsonaro.

REAÇÃO DA IMPRENSA INTERNACIONAL ALINHADA

Veículos como The Guardian (Reino Unido), The Times (Londres), BBC, Al Jazeera, NBC News e Le Monde (França) deram destaque à decisão, repetindo a versão do STF de que Eduardo tentou pressionar o Judiciário via governo Trump. A cobertura, em geral, segue a narrativa de “revés para a família Bolsonaro” e “defesa da democracia”, sem aprofundar questionamentos sobre devido processo legal, citação adequada ou imparcialidade de Moraes.

A direita e os bolsonaristas veem nessa repercussão mais um exemplo de como grande parte da imprensa internacional está aparelhada ao sistema e alinhada ao establishment global e ao ativismo judicial brasileiro. Esses veículos raramente questionam excessos de Alexandre de Moraes, as violações processuais ou o uso do Judiciário para fins políticos, preferindo enquadrar o caso como “defesa institucional” contra supostas ameaças golpistas.

FALTA DE CONFIANÇA NA COBERTURA

A confiança na imprensa internacional cai ainda mais quando se observa o padrão: condenações contra a direita recebem ampla cobertura com tom de celebração, enquanto excessos do STF contra liberdade de expressão e garantias individuais são minimizados ou ignorados. Eduardo, que vive nos EUA, contestou a decisão alegando falta de citação formal e irregularidades processuais.

IMPACTO POLÍTICO

A condenação reforça o uso do Judiciário para inviabilizar lideranças conservadoras às vésperas das eleições de 2026. Flávio Bolsonaro e o campo bolsonarista denunciam perseguição política e lawfare, enquanto a esquerda celebra o que chama de “vitória da democracia”.