Hillary Clinton, ex-secretária de Estado americana e candidata presidencial democrata em 2016, endossou publicamente o plano de 20 pontos de Donald Trump para Gaza. Em artigo de opinião no Financial Times publicado nesta quarta-feira, 17 de junho de 2026, e em entrevista no 92NY em Nova York no dia 15, a democrata afirmou que o plano representa “um caminho para a segurança de Israel, a reconstrução de Gaza e a possibilidade de autodeterminação, em qualquer formato que venha a ser definido, para os palestinos”.

CLINTON ADMITE: “É A ÚNICA ALTERNATIVA REAL”

No artigo intitulado “O mundo pode não gostar do plano de Trump para Gaza, mas não há alternativa”, Clinton escreveu que, mesmo sendo opositora declarada de Trump, aceita o plano como a melhor opção em uma situação terrível. “Se até eu posso aceitar, certamente os outros também podem”, declarou. Ela reforçou que rejeitar a iniciativa apenas por ser de Trump seria irresponsável, pois não existe outra proposta concreta sobre a mesa.

DETALHES DO PLANO DE TRUMP E APROVAÇÃO INTERNACIONAL

Anunciado por Trump em outubro de 2025, o plano de 20 pontos prevê cessar-fogo imediato, libertação de reféns, desarmamento completo do Hamas, desradicalização de Gaza como zona livre de terrorismo e um amplo programa de reconstrução. Inclui a criação da “Junta da Paz” (Board of Peace), presidida por Trump e copresidida pelo ex-premier britânico Tony Blair, com mandato de transição. O Conselho de Segurança da ONU aprovou resolução endossando o plano em novembro de 2025, com 13 votos a favor e abstenções de Rússia e China.

CONTEXTO E REPERCUSSÃO NO CENÁRIO POLÍTICO AMERICANO

A posição de Clinton representa rara convergência bipartidária em tema de política externa, rompendo com críticas generalizadas da esquerda americana ao ex-presidente. Ela elogiou o esforço diplomático de Trump e líderes árabes, destacando a necessidade de implementação integral, que inclui reforma da Autoridade Palestina e participação internacional para evitar vácuo de poder. Para a direita conservadora e bolsonaristas, o endosso de uma figura como Hillary reforça a validade prática da abordagem pragmática de Trump, que prioriza segurança de Israel e derrota do terrorismo do Hamas sobre narrativas ideológicas.

IMPACTOS E DESDOBRAMENTOS ESPERADOS

O plano, já em fase inicial de implementação, busca transformar Gaza em zona desmilitarizada e economicamente viável, reduzindo o sofrimento humanitário sem recompensar o terrorismo. A adesão de Clinton pode ajudar a neutralizar resistências partidárias nos EUA e ampliar apoio internacional. No entanto, desafios persistem, como a real desmilitarização do Hamas e a governança transitória. O caso expõe contradições da esquerda global, que muitas vezes prioriza críticas a Trump em detrimento de soluções concretas para paz e segurança na região.