CUBA ANUNCIA MAIOR REFORMA ECONÔMICA DA HISTÓRIA SOB PRESSÃO DE TRUMP
Governo cubano, pressionado por sanções e bloqueio energético da administração Trump, apresenta pacote de 176 medidas de liberalização para abrir a economia ao capital estrangeiro, descentralizar decisões e ampliar o setor privado. Mudanças representam o maior ajuste desde a Revolução de 1959.
Cuba prepara a maior reforma econômica de sua história desde a Revolução de 1959. O governo de Miguel Díaz-Canel anunciou um amplo pacote de medidas de liberalização, com 176 ações em 23 áreas, para atrair investimento estrangeiro direto, descentralizar o aparelho estatal e expandir o setor privado, em meio a forte pressão diplomática e financeira da Casa Branca de Donald Trump.
PRESSÃO AMERICANA ACELERA MUDANÇAS
As reformas surgem diante de sanções reforçadas, bloqueio ao fornecimento de combustível e exigências de Washington por abertura econômica. O pacote inclui autonomia maior para empresas estatais, facilitação de comércio exterior sem intermediários estatais, autorização de investimentos de cubanos no exterior em igualdade com estrangeiros e redução de burocracia. Autoridades cubanas buscam modelo inspirado em China e Vietnã, mantendo controle político do Partido Comunista.
PRINCIPAIS MEDIDAS ANUNCIADAS
Entre os pontos destacados estão a descentralização para municípios gerenciarem recursos em divisas, expansão de atividades privadas, regras uniformes para investimentos e eliminação de subsídios generalizados, substituídos por auxílios focalizados. O plano visa combater a grave crise econômica, com apagões frequentes e escassez, agravada pela política americana de “máxima pressão”. Trump e aliados como Marco Rubio exigem mudanças estruturais para aliviar o estrangulamento.
IMPACTO PARA A ESQUERDA LATINO-AMERICANA E ANÁLISE CONSERVADORA
A reforma expõe o fracasso do modelo socialista cubano, que, após décadas de centralização e isolamento, é forçado a abrir ao mercado por pressão externa. Para a direita conservadora e bolsonaristas, o caso reforça a superioridade do liberalismo econômico e a soberania nacional frente a regimes autoritários. A dependência histórica de aliados como Venezuela e a incapacidade de sustentar o sistema sem concessões ao capital demonstram as contradições do socialismo do século XXI, que só sobrevive com ajustes capitalistas ou ajuda externa.

