O governo da Guatemala fechou um acordo estratégico com a administração de Donald Trump para permitir que as Forças Armadas dos Estados Unidos realizem operações militares conjuntas contra os cartéis de drogas dentro do território guatemalteco. A informação, revelada em uma reportagem exclusiva do jornal The New York Times nesta quinta-feira, confirma que o presidente da Guatemala, Bernardo Arévalo, formalizou o pedido de cooperação diretamente ao secretário de Defesa americano, Pete Hegseth. O movimento consolida a expansão de um novo eixo de segurança na América Latina, baseado no modelo de combate de linha dura que Washington já aplica com sucesso no Equador.

O MODELO EQUADOR DE COMBATE AO TERRORISMO

A entrada da Guatemala na iniciativa repete os moldes das operações lançadas em março deste ano no Equador pelo Comando Sul dos Estados Unidos. Sob a liderança do presidente equatoriano Daniel Noboa, o país sul-americano autorizou o envio de tropas e especialistas em inteligência do Pentágono para executar o chamado "alvo conjunto" (joint targeting), realizando incursões de alta precisão contra facções criminosas classificadas pelo Departamento de Estado como organizações terroristas estrangeiras. Agora, o mesmo aparato tecnológico e operacional da superpotência será mobilizado na América Central para asfixiar as rotas terrestres e marítimas controladas pelo tráfico internacional.

A PRESSÃO AMERICANA SOBRE HONDURAS E MÉXICO

Os relatórios obtidos pelo veículo americano apontam que os planos do Pentágono são ainda mais ambiciosos e visam cercar as bases logísticas do crime organizado na região. Fontes familiarizadas com as negociações indicam que o governo dos Estados Unidos pretende pressionar Honduras nas próximas semanas para que o país também aceite a ação militar direta em suas fronteiras. A estratégia da Casa Branca consiste em consolidar essa aliança militar com os vizinhos do sul para forçar o governo do México, atualmente comandado por Claudia Sheinbaum, a abandonar a postura de resistência e aceitar operações coordenadas de combate aos cartéis em solo mexicano.

A DOUTRINA TRUMP REFORMULA A SEGURANÇA REGIONAL

O avanço das tropas americanas na América Latina materializa a nova estratégia de segurança nacional implementada por Donald Trump desde seu retorno à Casa Branca. Em recentes conferências com lideranças militares do continente, a cúpula do governo americano deixou claro que a era de tratar o narcotráfico transnacional apenas como um problema de segurança pública ou caso de polícia chegou ao fim. Para o cidadão brasileiro e analistas conservadores que acompanham o cenário geopolítico, o cerco militar promovido pelos Estados Unidos na Guatemala e no Equador serve como um exemplo prático de que o avanço das facções criminosas e o terrorismo doméstico só podem ser contidos com o uso legítimo e contundente da força militar do Estado.