Na noite de segunda-feira (15/6/2026), o vereador Cabo Deyvison (PL), de Mossoró (RN), foi vítima de um atentado a tiros enquanto realizava uma transmissão ao vivo em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Alto de São Manoel. Seu assessor parlamentar, Alyson Dyego de Oliveira Morais, que filmava a live, foi atingido e morreu. O vereador levou dois tiros na perna e está internado em estado estável.

O ataque ocorreu por volta das 22h, quando um veículo passou pelo local e ocupantes efetuaram múltiplos disparos, inclusive com munição de fuzil calibre 5.56. Deyvison denunciava supostas irregularidades na UPA no momento do crime.

Apesar da gravidade do caso — um vereador de direita executando fiscalização ao vivo, com morte de assessor e uso de arma de uso restrito —, a grande mídia demorou dois dias para dar destaque significativo ao atentado. A cobertura inicial foi tímida ou praticamente inexistente nos principais veículos, contrastando com a rapidez com que outros casos ganham repercussão nacional.

SUSPEITOS PRESOS RAPIDAMENTE

Na terça-feira (16/6), dois suspeitos — José Antônio da Costa e Vinicius Gabriel da Silva Freitas — foram presos em Beberibe (CE), a cerca de 160 km de Mossoró. A Polícia Civil do RN investiga possível relação com denúncias feitas pelo vereador contra facções criminosas que atuam na região.

REAÇÃO DA DIREITA E BOLSONARISTAS

A direita e os bolsonaristas veem o caso como mais um exemplo de violência política contra conservadores que combatem o crime organizado. Cabo Deyvison, policial militar licenciado, é conhecido por posições firmes contra a esquerda e o crime. O episódio reforça a percepção de que a grande mídia minimiza ou silencia atentados contra vozes da direita, enquanto amplifica casos contrários.