GOVERNO LULA ACUSA FLÁVIO BOLSONARO DE “TRAIR A PÁTRIA” POR PARTICIPAÇÃO EM AUDIÊNCIA SOBRE TARIFAS NOS EUA
Planalto divulgou nota dura contra o senador e pré-candidato do PL após sua intervenção na audiência pública do USTR, alegando objetivo eleitoreiro e legitimidade a investigação americana.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu de forma dura à participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), realizada em 7 de julho, sobre a proposta de novas tarifas contra produtos brasileiros.
Em nota oficial divulgada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), o Palácio do Planalto acusou o senador de agir com “claro objetivo eleitoreiro” e de “legitimar os resultados de uma investigação injusta” contra o Brasil.
NOTA DO GOVERNO CRITICA POSTURA DE FLÁVIO
Segundo o Planalto, entre dezenas de brasileiros inscritos na audiência, Flávio foi o único que não se posicionou pela rejeição imediata das tarifas, optando por sugerir o adiamento da medida. O governo afirmou que o senador “não negou que a campanha promovida por sua família e seus aliados esteve na origem do tarifaço contra o Brasil”.
A nota também rebateu críticas de Flávio ao governo federal, citando o caso Daniel Vorcaro e irregularidades no INSS, e acusou o senador de defender a revogação de normas de combate a crimes digitais e proteção às mulheres na internet.
O texto conclui afirmando que “divergir do governo é legítimo”, mas “convocar uma potência estrangeira a pressionar o próprio país é traição à Pátria”.
CONTEXTO DA AUDIÊNCIA E POSIÇÃO DE FLÁVIO
Flávio Bolsonaro participou da audiência defendendo que o momento atual seria “o pior possível” para a imposição de tarifas, argumentando que a medida poderia beneficiar politicamente Lula às vésperas das eleições. Ele já havia enviado documento ao USTR pedindo a suspensão das tarifas até outubro.
A polêmica ocorre em meio à tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos, com o governo Trump ameaçando aplicar tarifa de 25% sobre produtos brasileiros em resposta a temas como Pix, desmatamento e outras questões investigadas.

