GOVERNO LULA AVANÇA EM ACORDO PARA TRAZER USINAS NUCLEARES RUSSAS AO BRASIL
Aproximação com Moscou em setor estratégico acende alerta sobre dependência tecnológica, soberania nacional e segurança na Amazônia.
O Ministério das Relações Exteriores confirmou que o governo brasileiro avançou nas negociações bilaterais com a Rússia para aprofundar a cooperação em áreas altamente estratégicas, incluindo o setor de energia nuclear. O anúncio oficial ocorreu nesta segunda-feira, dia 25 de maio, após a realização da 13ª reunião da Comissão Intergovernamental Brasil-Rússia de Cooperação Econômica, Comercial, Científica e Tecnológica, sediada em Brasília. A sinalização de um novo tratado atômico com o regime de Vladimir Putin dá continuidade aos termos que foram costurados em fevereiro deste ano, durante a Comissão de Alto Nível entre as duas nações, e coloca o Brasil no centro de uma polêmica geopolítica que envolve infraestrutura sensível e recursos minerais nacionais.
A ROSATOM DENTRO DO TERRITÓRIO NACIONAL
O embaixador da Rússia no Brasil, Alexei Labetsky, declarou abertamente que os dois países estudam um novo formato de cooperação nuclear que deve abrir caminho para a construção de usinas atômicas projetadas por Moscou em solo brasileiro. Os projetos ficariam sob a responsabilidade da estatal russa Rosatom, empresa controlada pelo Kremlin. Paralelamente, o ministro russo do Desenvolvimento Econômico, Maxim Reshetnikov, reforçou o interesse em implantar novas unidades de energia de grande e pequeno porte para atender a demanda do mercado brasileiro. O Palácio do Planalto já vinha manifestando interesse na aquisição de pequenas usinas nucleares flutuantes, cujo objetivo alegado seria abastecer regiões isoladas do país, com foco central na região da Amazônia.
O RISCO PARA A SOBERANIA ENERGÉTICA
A iniciativa do governo federal de estreitar laços tecnológicos e energéticos com uma potência estrangeira sob forte isolamento internacional gerou reação imediata entre especialistas e parlamentares da oposição. Críticos alertam que a entrega de projetos dessa magnitude para uma estatal russa pode gerar uma dependência tecnológica perigosa em um setor que lida diretamente com o urânio brasileiro e com a segurança nacional. Enquanto o Itamaraty defende a diversificação das trocas financeiras e comerciais em fóruns multilaterais como os Brics, o G20 e a ONU, analistas políticos apontam que a decisão de introduzir tecnologia russa na Amazônia e no sistema de energia nacional representa um recuo na autonomia estratégica do Brasil, expondo o país a riscos geopolíticos desnecessários.

