Integrantes do governo Lula se mobilizaram na noite de domingo (12) para evitar paralisação dos caminhoneiros, acionar a Advocacia-Geral da União (AGU) e alertar ministros como José Guimarães (Relações Institucionais) e Miriam Belchior (Casa Civil). A ameaça surge no impasse sobre a votação da Medida Provisória 1.343 (MP do Frete) no Senado.

PRESSÃO DA CATEGORIA

O presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, o Chorão, anunciou paralisação nos portos a partir da meia-noite de segunda (13) e pressionou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). “Terça-feira a gente tem uma sinalização de que vai colocar para votar, mas a orientação é que você, caminhoneiro, não saia para viajar a partir da 0h”, afirmou.

CONTEÚDO DA MP 1.343

A medida altera regras do piso mínimo do frete, reforça fiscalização e cria piso salarial nacional de R$ 5 mil para trabalhadores celetistas do transporte de cargas. A categoria cobra votação antes da caducidade e atende reivindicações antigas.

GOVERNO BUSCA ACORDO

Apesar da preocupação, o Planalto acredita em acordo nesta segunda (13) para viabilizar a votação. O episódio expõe fragilidade do governo petista em lidar com setores produtivos essenciais como o transporte rodoviário.

ANÁLISE EDITORIAL CONSERVADORA

Caminhoneiros, base importante da direita conservadora e bolsonarista, demonstram insatisfação com o modelo econômico do PT, marcado por intervencionismo e descaso com quem produz. A paralisação ameaçada reforça a necessidade de políticas que valorizem o setor logístico, reduzam custos e garantam segurança jurídica. O governo Lula prioriza acordos de bastidores enquanto o país sofre com insegurança e inflação. A direita defende frete justo, sem aparelhamento ideológico.

A votação da MP deve priorizar os interesses nacionais e dos trabalhadores honestos do volante.