Igor Gadelha analisou no Metrópoles que Flávio Bolsonaro tem o Supremo acuado a seu favor, leitura publicada no dia em que a Gazeta do Povo descreveu o movimento inverso ao de 2018: a cúpula do Judiciário foi surpreendida no domingo com a dimensão do avanço da direita e, diante da dianteira de Flávio e da bancada do PL, já trata uma repactuação com o bolsonarismo como inevitável.

O texto de Renan Ramalho diz que o bastidor agora é de negociação, com a anistia para Jair Bolsonaro, para a cúpula militar e civil e para os condenados do 8 de janeiro na mesa, e o impeachment de Alexandre de Moraes como ponto inegociável, e Gustavo Gayer, eleito senador pelo PL em Goiás, resumiu o recado: Moraes vai cair, não existe a possibilidade de ele ficar, e qualquer outra coisa pode ser conversada.

A conta que acua a Corte é a do domingo, Flávio com 47,03% e Lula com 45,16%, o PL com 28 senadores a partir de fevereiro e a condenação no impeachment ainda dependente de 54 votos, com o segundo turno em 25 de outubro e Dallagnol já respondendo sem anistia a quem quiser sentar para escapar da responsabilização.