O portal É o Mundo publicou nesta segunda que Lula, antes de assinar a MP das bets, teria combinado com Davi Alcolumbre e Hugo Motta que o texto não andasse no Congresso e perdesse a validade depois da eleição. A informação, segundo o site, veio de uma fonte com conhecimento direto das articulações em Brasília. O acordo teria sido fechado antes da caneta. A proibição entraria em vigor na hora, Lula usaria o tema na reta final, e as duas Casas deixariam a medida caducar. Alcolumbre e Motta não confirmaram o relato no que o portal mostrou.

O que está no Diário Oficial não depende de fonte. Lula assinou a MP 1.394 na sexta (25). Ela proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa, no físico e no virtual, inclusive plataforma de fora que atenda o Brasil. O Metrópoles registrou que as empresas já não podem receber depósito novo, que aposta sem resultado será cancelada com devolução do dinheiro e que as autorizações se extinguem em 30 dias. Como toda MP, vale na hora e morre se o Congresso não aprovar. O prazo é de 60 dias, prorrogáveis por mais 60. São até 120 dias. A discussão atravessa 4 de outubro e pode chegar ao próximo governo. O mercado foi regulamentado nesta gestão. O governo arrecada com o setor.

Se a fonte do É o Mundo estiver certa, o eleitor vota com a bet proibida e acorda, depois da urna, com a MP no caminho de caducar, ganhe quem ganhar. A caneta de sexta é fato. O pacto com os presidentes da Câmara e do Senado, até aqui, é o relato de uma fonte. Faltam seis dias.