FLÁVIO PROMETE METER O BRASIL NO ESCUDO DAS AMÉRICAS CONTRA PCC E CV
Segundo o Metrópoles e o Correio Braziliense, o candidato do PL disse que a ausência na aliança de Trump é escolha de Lula e classificou o discurso da ONU como vexame
Flávio Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (23) que, se eleito, colocará o Brasil no Escudo das Américas a partir de 2027, segundo o Metrópoles e o Correio Braziliense. A aliança, lançada em março pelo governo Donald Trump, reúne Estados Unidos, Argentina, Chile, Paraguai, Peru, El Salvador e outros vizinhos para trocar inteligência, coordenar fronteira e aplicar sanção financeira a facções. “O Brasil fica de fora porque tem um presidente da República que passa a mão na cabeça de bandido. O Brasil fará parte do Escudo das Américas a partir do ano que vem, porque eu vou colocar o Brasil para se unir com todos esses países para combater todos os narcoterroristas”, disse o candidato do PL.
Na terça (22), no mesmo dia em que Lula abriu a 81ª Assembleia da ONU em Nova York, os integrantes do Escudo assinaram declaração que trata PCC e Comando Vermelho como ameaça compartilhada e os inclui numa lista de 24 grupos sujeitos a sanção. Lula não foi convidado à mesa. Segundo o G1, o Brasil permanece de fora. Flávio chamou o discurso petista na ONU de “vexame” e “festival de mentiras” e disse sentir falta do tom de Jair Bolsonaro. Em maio, depois de encontro no Salão Oval, o senador já havia pedido a Trump a classificação das duas facções como terroristas e antecipado a adesão ao Escudo. O Planalto rejeita o rótulo e lê risco de operação estrangeira em território nacional.
A coalizão existe. A lista com PCC e CV está assinada. O Brasil não está no papel. Flávio transforma a ausência em programa de governo e a ONU em contraponto. Entrar no Escudo não é decreto de campanha: é escolha de chanceler, de Congresso e de o que o país aceita em troca de inteligência e de sanção. Lula trata a mesa como quintal alheio. Flávio trata a mesa como o endereço do PCC. A urna de outubro decide quem assina a adesão. Até lá, os vizinhos já votaram a lista — sem Brasília.

