O candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL) classificou a operação da Polícia Federal desta quinta-feira (10) envolvendo suspeitas ligadas à produção do filme Dark Horse como uma tentativa de interferência política nas eleições do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, responsável por autorizar a iniciativa, segundo a CNN Brasil. Em agenda de campanha em Boa Vista, em Roraima, Flávio afirmou a jornalistas que “não tem absolutamente nada de errado com esse filme” e que “não tem um centavo de dinheiro público”, desafiando que se revira a produção “de cima para baixo” sem encontrar irregularidade.

Flávio Bolsonaro em entrevista a jornalistas “O que tem claramente é uma tentativa de interferência política mais uma vez, agora do ministro Flávio Dino, sobre as eleições. A única... qual o fundamento dessa operação? Político. Flávio Bolsonaro ultrapassou o Lula nas pesquisas oficiais do próprio Lula”, acrescentou, conforme a CNN Brasil. A força policial cumpriu mandados de busca e apreensão contra Mário Frias e nomes ligados ao financiamento do filme, entre eles Karina Gama, dona da produtora. A operação foi autorizada por Dino na última quinta-feira (3). O financiamento do Dark Horse é alvo de dois inquéritos no STF, um relatado por André Mendonça e outro, sobre possível direcionamento de emendas, com Dino como relator.

A Polícia Federal apontou ainda mais de R$ 19 milhões em movimentações consideradas atípicas nas contas da empresa Go Up Entertainment Ltda, responsável pelo filme, informa a CNN Brasil. Foi para esse mesmo filme que Flávio Bolsonaro pediu dinheiro ao ex-banqueiro do Master, Daniel Vorcaro, como patrocínio, segundo o presidenciável. Ao ser questionado sobre o impacto da operação na campanha e nas pesquisas, Flávio repetiu “zero” várias vezes. Todos os alvos negam irregularidade até hoje, registra a reportagem. Fonte: CNN Brasil — reportagem.