O senador Flávio Bolsonaro e o presidente Lula escalaram nesta quarta-feira o desafio da quebra de sigilos bancários, fiscais e telefônicos a três dias da votação. Flávio aceitou abrir seus dados desde que Lula também liberasse os de Marcola, ex-chefe de gabinete, as empresas dos filhos do petista, o cartão corporativo e a agenda de Janja. Lula respondeu que aceita as condições se Flávio publicar os dados do advogado Willer Tomaz e de empresas ligadas a ele.

A campanha de Lula já protocolou no TSE autorização para quebra de sigilos dos últimos oito anos dele, de Janja e dos cinco filhos, condicionada ao mesmo movimento do adversário. Flávio, por sua vez, ampliou as exigências e inclui movimentações do Instituto Lula, Paulo Okamoto e registros de visitantes do Planalto e do Alvorada.

A disputa ocorre enquanto pesquisas mantêm Flávio à frente e a direita cobra transparência real sobre contratos, Lulinha e o Banco Master, em vez de manobras eleitorais de última hora.