TRUMP PODE QUEBRAR SIGILO DE LULA
Analistas políticos traçam uma analogia entre a pressão que Donald Trump exerceu sobre Nicolás Maduro e o atual embate sobre quebra de sigilos no Brasil. Antes da operação que levou o ditador venezuelano à prisão nos Estados Unidos, autoridades americanas e de outros países congelaram bilhões em ativos de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, espalhados por paraísos fiscais e ao menos 20 países.
Lula desafiou Flávio Bolsonaro a abrir sigilos bancário, fiscal e telefônico e autorizou a liberação dos seus e de familiares, desde que o senador faça o mesmo. O candidato do PL impôs dezenas de condições, incluindo dados de assessores como Marcola, do cartão de Janja e de empresas ligadas a Lulinha. A tese que circula é que Trump poderia aproveitar esse gancho para pressionar uma abertura real do patrimônio de Lula, de Lulinha e da família, como ocorreu com Maduro.
Estimativas de organizações como a Transparencia Venezuela apontam cerca de US$ 3,8 bilhões em bens de Maduro e aliados. O mesmo tipo de rastreamento de contas, imóveis e ativos ocultos, segundo a análise, poderia ser aplicado ao entorno do presidente brasileiro caso o governo americano decida usar o tema dos sigilos como instrumento de pressão.

