Na entrevista à Globo na sexta-feira (28), Flávio Bolsonaro disse que vai respeitar o processo eleitoral e o resultado da votação de outubro. Quando a jornalista Renata Vasconcellos perguntou se ele manteria essa posição caso perdesse, o candidato do PL respondeu: “Eu não vou perder essa eleição. E eu digo mais: vou ganhar no primeiro turno.” A frase virou o recado da campanha nas redes.

O senador também disse que concorre com as regras atuais e que não questiona a urna eletrônica. Admitiu ter falado errado ao citar uma empresa venezuelana na fabricação das urnas. A imprensa registrou que ele não deu uma resposta direta à hipótese da derrota. Flávio ainda classificou como “farsa” o processo que condenou o pai, Jair Bolsonaro, e prometeu anistia aos condenados pelo 8 de janeiro se for eleito. O STF, por sua vez, já julgou o caso do ex-presidente e aplicou condenação. São versões diferentes: a do candidato e a da Corte.

Na avaliação editorial, a fala não é pesquisa nem resultado. É posição de quem recusa o script da derrota antecipada. Depois de anos em que a direita foi empurrada para o canto e o nome Bolsonaro foi tratado como assunto proibido, Flávio escolheu o tom da ofensiva: não vai perder. Cabe ao eleitor, em outubro, dizer se essa frase vira fato. Até lá, o que existe é campanha, regra eleitoral em vigor e uma disputa que o PT quer transformar em medo. O candidato, desta vez, respondeu com certeza.