Flávio Bolsonaro disse nesta sexta-feira, 9, durante um almoço no Rio de Janeiro com Douglas Ruas, candidato do PL ao governo do estado, que Bolsonaro pediu patrocínio e Lula pediu propina. A fala, feita à imprensa, foi a reação do senador ao áudio divulgado pela revista Veja, em que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro trata de um financiamento para o documentário de Oliver Stone sobre o presidente.

Segundo a apuração de Robson Bonin na Veja, Vorcaro ofereceu delação à Procuradoria-Geral da República e afirmou ter pago R$ 30 milhões em dinheiro vivo ao Instituto Lula, com intermediação de João Vaccari Neto, para bancar o filme e abrir as portas do Banco Master em fundos de pensão ligados ao PT. Diante desse relato, Flávio disse que foi injustiçado porque pediu a Vorcaro um patrocínio para um filme privado sobre o pai, o Dark Horse, sem contrapartida pelo fato de ser senador, e que muita gente o pré-julgou por causa das mentiras da campanha. Ele completou que o próprio áudio de Vorcaro confirma o que ele diz desde o primeiro dia, que no filme de Bolsonaro não há nada de errado e que no filme de Lula o dinheiro teria sido por fora.

A negociação do Dark Horse, no valor de R$ 134 milhões, veio à tona em áudios publicados pelo Intercept. Flávio tratou aquele pedido como patrocínio de um filme privado e usou o áudio de Vorcaro para virar a acusação contra Lula, chegando a dizer que a digital do governo é um bando de propineiro, vagabundo e ladrão. A declaração foi dada a 16 dias do segundo turno de 25 de outubro, no mesmo dia em que a coluna de Andreza Matais mostrou mensagens da lobista Roberta Luchsinger sobre captação de dinheiro para o mesmo filme em governos estaduais do PT.