FLÁVIO BOLSONARO DENUNCIA ARTICULAÇÃO DE MORAES E DINO PARA INTERFERIR NAS ELEIÇÕES DE 2026
Em podcast, senador e pré-candidato à Presidência expõe tentativa da Primeira Turma do Supremo de assumir competências eleitorais para atacar a direita, com precedentes perigosos como a condenação de Eduardo Bolsonaro por opiniões. Flávio critica relativização da imunidade parlamentar e compara com a impunidade de aliados do PT envolvidos em escândalos como o Banco Master.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) denunciou, em participação no podcast de Bruno Zambelli, uma articulação dos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, para interferir diretamente nas eleições, contornando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo o parlamentar, a estratégia busca criar precedentes para punir parlamentares de direita por suas opiniões, especialmente em ano eleitoral.
Flávio destacou que a Constituição garante inviolabilidade a deputados e senadores por suas opiniões, palavras e votos, mas a Primeira Turma estaria relativizando essa proteção pela primeira vez na história, com o caso de seu irmão Eduardo Bolsonaro como exemplo. “Eles estão criando alguns precedentes lá para, durante as eleições, ao invés de oficiar o TSE, oficiar direto a Primeira Turma”, afirmou.
DECISÃO QUE IMPEDE CONTATO ENTRE PAI E FILHO É DESUMANA
O senador também criticou a decisão que impede o contato entre Jair Bolsonaro e ele próprio, classificando-a como desproporcional e desumana. Como advogado constituído do ex-presidente, Flávio ressaltou que as restrições atrapalham o exercício da defesa. Ele lembrou que a perseguição à família começou antes mesmo da eleição de 2018 e se intensificou, com o objetivo de enfraquecer o movimento conservador.
INQUÉRITO DAS FAKE NEWS COMO INSTRUMENTO DE CONTROLE
Flávio apontou o inquérito das fake news, aberto há mais de sete anos, como ferramenta para retirar perfis do ar, aplicar punições e suspensões contra a direita. “Eles querem fazer as vezes do TSE”, disse, cobrando posicionamento do presidente do TSE, ministro Edson Fachin. Para o senador, há uma competição indevida entre a Primeira Turma e o TSE na iminência das eleições.
CONTRASTE COM A ESQUERDA E ESCÂNDALOS COMO O MASTER
O parlamentar contrastou o rigor contra a direita com a leniência em relação a figuras da esquerda. Citou casos como Jacques Wagner, Rui Costa, Guido Mantega e outros envolvidos em supostas irregularidades ligadas ao Banco Master, afirmando que enquanto a direita sofre constrangimentos, do outro lado há “provas” e “batom na cueca” ignorados.
DIREITA SE FORTALECE DIANTE DA PERSEGUIÇÃO
Apesar das tentativas de silenciamento, Flávio Bolsonaro afirmou que o movimento iniciado por Jair Bolsonaro continua crescendo. “As tentativas de enfraquecer seu pai apenas fortaleceram uma ideia que hoje mobiliza milhões de brasileiros”, avaliou. A direita, segundo ele, permanecerá unida na defesa da liberdade de expressão, da segurança jurídica e dos valores conservadores.
MORAES E A DESIGUALDADE ELEITORAL DE 2022
O senador relembrou o papel de Alexandre de Moraes como presidente do TSE em 2022, quando, segundo ele, desequilibrou a disputa eleitoral contra o campo conservador. Agora, a preocupação é com nova interferência via Primeira Turma.

