AVANÇO INTERNACIONAL: FLÁVIO BOLSONARO REÚNE-SE COM CÚPULA DA DIPLOMACIA DOS EUA
Senador e pré-candidato à Presidência avança em Washington e debate no Departamento de Estado o sufocamento financeiro das facções PCC e Comando Vermelho.
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, deu mais um passo decisivo em sua agenda oficial nos Estados Unidos ao visitar o Departamento de Estado americano nesta quarta-feira. O parlamentar brasileiro foi recebido por Christopher Landau, vice-secretário de Estado e um dos principais nomes da condução da diplomacia do governo de Donald Trump, e por Darren Beattie, conselheiro sênior de política para assuntos relacionados ao Brasil. O avanço nas discussões com o alto escalão de Washington ocorre logo após o histórico encontro do senador com Trump no Salão Oval da Casa Branca, consolidando a musculatura internacional de sua caminhada política.
ALIANÇA ESTRATÉGICA E O ESCUDO DAS AMÉRICAS
A reunião técnica em Washington contou com a participação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro e do influenciador Paulo Figueiredo. Os debates centraram-se nas diretrizes para uma ampla cooperação econômica, política e de segurança entre o Brasil e os Estados Unidos diante de uma eventual eleição do senador. Entre as propostas apresentadas, destaca-se a inclusão do Brasil no chamado Escudo das Américas, uma coalizão hemisférica desenhada pela gestão republicana para combater de forma implacável o crime organizado transnacional e frear interferências globais hostis na América Latina.
O PEDIDO PARA DECLARAR AS FACÇÕES COMO TERRORISTAS
O ponto central e de maior impacto das reuniões foi a urgência da designação do Primeiro Comando da Capital, o PCC, e do Comando Vermelho como Organizações Terroristas Estrangeiras por parte dos Estados Unidos. A medida já havia sido defendida de forma enfática por Flávio Bolsonaro diretamente ao presidente Donald Trump no dia anterior. A classificação dessas facções como grupos terroristas internacionais permitiria o acionamento de mecanismos rigorosos de inteligência e o bloqueio global de ativos financeiros, cortando na raiz o oxigênio financeiro que sustenta o tráfico de drogas e de armas na região.
O CONTRASTE BRUTAL COM A POSTURA DE LULA
A agenda internacional da oposição expõe o abismo prático que separa o projeto conservador da atual gestão petista. Em entrevista coletiva, Flávio Bolsonaro confrontou diretamente a inércia do governo de Luiz Inácio Lula da Silva na segurança pública. "Ao contrário de Lula, pedi a Trump que declare as facções como terroristas. Pedi enfaticamente que as designe o quanto antes", afirmou o senador. Nos bastidores, a esquerda brasileira posiciona-se frontalmente contra a medida, utilizando discursos burocráticos sobre supostos riscos de intervenção unilateral ou barreiras ao sistema financeiro nacional. Para os defensores da lei e da ordem, os argumentos do Palácio do Planalto servem apenas como pretexto para evitar o enfrentamento real e técnico contra as organizações criminosas que sitiam as cidades brasileiras.

