FBI DESARTICULA REDE DE FRAUDE CIBERNÉTICA QUE FINANCIAVA PROGRAMA NUCLEAR DA COREIA DO NORTE
Operação Lonestar Roundup no Texas resulta em 14 acusados, dois americanos presos e 187 dispositivos apreendidos
O diretor do FBI, Kash Patel, anunciou a desarticulação de uma rede de fraude cibernética no Texas sob a Operação Lonestar Roundup. O esquema usava identidades roubadas ou fabricadas para colocar trabalhadores de tecnologia da informação da Coreia do Norte em empregos remotos em empresas americanas. O dinheiro gerado era encaminhado para financiar o programa de armas nucleares e de mísseis do regime de Pyongyang.
A operação do Departamento de Justiça e do FBI resultou em 14 acusados. Dois cidadãos americanos foram presos: Michael James Bostelle, da Pensilvânia, e Juan Cecilio Pena Carrillo, do Texas. Entre 21 e 25 de setembro, agentes fizeram buscas em mais de 40 residências no Texas que funcionavam como “fazendas de laptops”. Foram apreendidos cerca de 187 computadores e dispositivos de controle remoto (KVM). Mais de 70 empresas dos Estados Unidos foram afetadas e o esquema gerou pelo menos 3 milhões de dólares nesta fase.
O governo americano estima que redes semelhantes de trabalhadores de TI norte-coreanos tenham gerado centenas de milhões de dólares por ano para os programas de armas de destruição em massa de Pyongyang. A CrowdStrike identifica o grupo como Famous Chollima. A Operação Lonestar Roundup faz parte de um esforço maior do Departamento de Justiça para interromper facilitadores domésticos dessas fraudes.
Segundo as autoridades, cada laptop apreendido representa potencialmente uma empresa que contratou um trabalhador norte-coreano sob falsa identidade. A ação corta uma fonte de receita que o regime usa para seus programas militares e envia uma mensagem de que os Estados Unidos não toleram a exploração de empresas americanas por regimes hostis.

