O acordo entre Mendonça e Fachin que pode ser um golpe contra Moraes
No sábado o presidente do STF assumiu a PET das mensagens com Vorcaro e mandou remeter as fraudes do banco e do INSS. Terça ele relata se Moraes vira investigado.
Edson Fachin tirou de André Mendonça, no sábado (12), a relatoria da PET 16.662 — o processo das mensagens de Daniel Vorcaro com Alexandre de Moraes. A condução passou para a Presidência da Corte. Na mesma ordem, as PETs do Banco Master e das fraudes do INSS foram remetidas ao gabinete dele e ficam paralisadas até nova decisão. Folha, Metrópoles, CNN e DW registraram o despacho. Na terça (15) Fachin abre o plenário como relator e os ministros votam se abrem investigação contra Moraes. O caso de Mendonça ficou para 23 de setembro.
No X, vonnserran_oficial e André Marsiglia leram o movimento como troca de tabuleiro. O primeiro escreveu que Moraes e Gilmar pediram a Fachin a relatoria do Master e que o que veio foi o caso Moraes; que o INSS não foi assumido; e que a reunião no Itea serve para cavar nulidade. Marsiglia sustentou que Fachin virou dono da bola para costurar acordo longe do holofote e que, se a solução for empurrada para o ano que vem, Moraes preside o Supremo. Pela tradição da Corte o vice assume em setembro de 2027. A Lupa lembrou que a eleição interna ainda precisa ocorrer em agosto daquele ano.
Mendonça encaminhou a PET 16.662 à Presidência no próprio sábado, em cumprimento a ordem anterior de Fachin. O presidente justificou a troca pelo risco de impedimento do relator. Quem via no despacho um golpe de Mendonça contra Moraes aponta que o relator saiu do banco de um plenário que ele próprio havia armado. Quem vê o contrário aponta o que Marsiglia escreveu: o processo sai da mão de Mendonça e pode dormir na Presidência até o biênio de Moraes. Cabe ao plenário de terça abrir o inquérito. Cabe a Fachin dizer se Master e INSS voltam a andar ou ficam no gabinete até 2027.

