FACHIN REAGE APÓS JUSTIÇA ITALIANA DESMANTELAR ABUSOS DO STF E NEGAR EXTRADIÇÃO DE CARLA ZAMBELLI
Presidente do STF diz acompanhar com “preocupação” a decisão da Itália, que apontou Alexandre de Moraes como “vítima e juiz” no processo contra a ex-deputada.

A Justiça da Itália impôs uma derrota humilhante ao Supremo Tribunal Federal (STF) ao anular a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, fundamentando sua decisão na grave “violação do direito a um julgamento justo” por parte da corte brasileira. O entendimento internacional escancara o que a direita e os bolsonaristas denunciam há anos: o uso do Judiciário como ferramenta de perseguição política, onde magistrados atuam de forma parcial para condenar desafetos do sistema.
O CONFLITO ENTRE BRASIL E ITÁLIA
A decisão italiana é contundente ao afirmar que o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo contra a ex-parlamentar, ocupou simultaneamente as posições de “vítima e juiz”. Para os magistrados italianos, é indiscutível que Moraes foi considerado prejudicado pelos fatos apurados, devido ao dano causado pela inserção de um mandado de prisão falso contra ele no sistema do Conselho Nacional de Justiça, o que compromete a imparcialidade necessária para o julgamento. O STF reagiu de forma imediata à decisão.
PERSONAGENS E ENVOLVIDOS
Carla Zambelli: Ex-deputada federal bolsonarista, cuja extradição foi negada pela Justiça italiana.
Edson Fachin: Presidente do STF, que manifestou “preocupação” com a decisão estrangeira e defendeu a conduta da Corte brasileira.
Alexandre de Moraes: Ministro do STF, apontado pela Justiça da Itália como parte interessada e, portanto, impedido de atuar como juiz no processo.
REAÇÕES DO STF E DA IMPRENSA
Em resposta, o ministro Edson Fachin afirmou que o processo no Brasil seguiu todos os trâmites legais, o contraditório e a ampla defesa, insistindo na regularidade dos atos conduzidos pelo STF. Enquanto a cúpula do Judiciário brasileiro tenta blindar sua imagem perante a comunidade internacional, a Justiça italiana, através de uma análise técnica e independente, expõe a fragilidade jurídica dos processos conduzidos por Moraes. 
IMPACTOS E DESDOBRAMENTOS
A negativa de extradição representa um choque direto à autoridade do STF, que agora se vê confrontado por uma jurisdição estrangeira sobre seus métodos de atuação. Esse episódio pode desencadear uma crise maior na cooperação jurídica internacional, já que a imagem de imparcialidade dos tribunais brasileiros sofre um desgaste severo perante democracias consolidadas que não toleram o ativismo judicial verificado em solo brasileiro.

