FACHIN NEGA ACESSO IMEDIATO DE FUX AO INQUÉRITO DAS FAKE NEWS E INDICA ARQUIVAMENTO
O presidente do STF diz que 104 procedimentos ainda estão em análise e que milícias digitais e trama golpista já são públicos
O presidente do Supremo, Edson Fachin, negou na tarde desta sexta-feira, 9, o acesso imediato que Luiz Fux pediu na quinta ao inquérito das fake news, o de número 4.781. Fux tinha dado 48 horas para a Secretaria Judiciária liberar, no âmbito da ADPF 1.144 do Progressistas, a íntegra eletrônica das fake news, das milícias digitais e das petições que levaram à condenação de Jair Bolsonaro. Fachin respondeu que 104 procedimentos ligados às fake news ainda estão em análise para serem enviados à Procuradoria-Geral da República ou à Polícia Federal, e que por isso não é possível abrir agora a totalidade do inquérito.
Nos outros dois, o das milícias digitais e o da trama golpista, Fachin disse a Fux que os autos são públicos e que nada impede o acesso imediato. Sobre as fake news, ele escreveu que a Presidência examina cada procedimento para ver se o material já basta para uma decisão e que, cumpridas as diligências pendentes, a intenção é concluir a trajetória com o arquivamento definitivo, e só então garantir a publicidade de todos os atos e o acesso integral que Fux quer. O inquérito, aberto em 2019 e que completou sete anos em março, saiu da relatoria de Alexandre de Moraes e está com a Presidência desde 9 de setembro.
O pedido de Fux veio depois da reunião reservada de terça-feira, fora da agenda, em que Moraes recebeu o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e mais dois dirigentes da corporação. Fux queria checar irregularidades apontadas pelo PP, entre elas a abertura de ofício e o fato de o mesmo ministro investigar e julgar. Com a resposta de Fachin, o acesso às fake news fica para depois do arquivamento que a Presidência anuncia, a 16 dias do segundo turno.

