O governo Trump acompanha a crise no Supremo Tribunal Federal e já tem novas sanções preparadas contra autoridades brasileiras, segundo reportagem do Times Brasil com base em informações de Washington. O ministro Alexandre de Moraes figura entre os nomes observados, e integrantes da Casa Branca também analisam a atuação de outros ministros da Corte. O Departamento de Estado avalia instrumentos de resposta e pode recorrer ao Tesouro, com a possibilidade de nova aplicação da Lei Magnitsky — mecanismo que já atingiu Moraes em julho de 2025 e foi retirado no fim daquele ano após a aproximação entre Lula e Trump. Ministro Alexandre de Moraes, do STF

O olhar americano se concentra na sessão extraordinária marcada para 15 de setembro, quando o plenário deve analisar o relatório da Polícia Federal que atribui a Moraes diálogos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A decisão pode abrir investigação contra o ministro ou invalidar o documento. Autoridades do Departamento de Estado pretendem acompanhar votos e manifestações dos ministros nessa sessão, e essa leitura deve pesar na escolha sobre novas punições. Não há calendário fechado: a palavra final, segundo a autoridade americana ouvida, cabe ao presidente Donald Trump. Fachada do Supremo Tribunal Federal em Brasília

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro — entre eles Paulo Figueiredo e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro — pressionam pela retomada das sanções e foram convidados para reunião no Departamento de Estado na semana seguinte. Pesquisa McLaughlin & Associates encomendada por aliados de Trump, com 1.991 eleitores, mostrou que 53,3% não mudariam o voto se as restrições voltassem, enquanto 24,7% ficariam mais inclinados a Flávio Bolsonaro ante 18,2% a Lula — resultado que, na avaliação relatada, reduziu o temor de que as sanções fortalecessem eleitoralmente o petista. Fonte: Times Brasil. Ex-deputado Eduardo Bolsonaro, interlocutor da ofensiva pela Magnitsky