A partir desta quinta-feira (1º), o jornalista de veículo estrangeiro que pedir visto de trabalho para entrar nos Estados Unidos terá de deixar todos os perfis de rede social em modo público, regra que o Departamento de Estado anunciou em 18 de setembro e que o Metrópoles repercutiu nesta quarta, estendendo a mesma exigência aos vistos TN e TD, usados por profissionais do Canadá e do México e por seus dependentes no acordo entre os três países, porque o governo americano quer ler, antes de carimbar o passaporte, o que o candidato já publica.

O departamento diz que a checagem existe para usar todas as fontes disponíveis e identificar quem pode ser barrado, inclusive quem represente ameaça à segurança nacional ou à segurança pública, e a novidade não cria um regime só para a imprensa, uma vez que a mesma revisão de presença online já alcança, desde março, vistos de estudante, trabalhador temporário, intercâmbio, noivo e ocupação religiosa, entre outras categorias, de modo que o visto I, o da mídia estrangeira, inclusive o de freelancer com contrato de um veículo de fora, entra numa fila que o consulado já aplicava a quem pede para estudar ou trabalhar.

O que muda na prática, para o repórter que quer cobrir os Estados Unidos a partir de amanhã, é que a conta trancada deixa de servir no formulário, porque o oficial consular foi instruído a olhar o perfil aberto, e a medida não censura o que se escreve no Brasil nem fecha redação nenhuma, já que vale para quem escolhe pedir o visto americano e aceita, como condição de entrada, que o país de destino leia a mesma timeline que os seguidores leem, critério que Washington aplica agora também a quem se apresenta como jornalista.