Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (25 de junho de 2026) um pacote de US$ 150 milhões (cerca de R$ 825 milhões) em assistência humanitária à Venezuela após os fortes terremotos que atingiram o país na quarta-feira (24). A ajuda inclui recursos financeiros, equipes especializadas de busca e resgate e apoio logístico.

Segundo o Departamento de Estado, o presidente Donald Trump autorizou a resposta emergencial para auxiliar as operações de resgate e colaborar com as autoridades venezuelanas.

DETALHAMENTO DA AJUDA

Do total anunciado, US$ 50 milhões serão destinados a acordos bilaterais com organizações humanitárias já atuantes no país, como World Vision, Samaritan’s Purse, Catholic Relief Services, International Medical Corps, Organização Internacional para as Migrações (OIM) e Programa Mundial de Alimentos (PMA). Outros US$ 100 milhões serão repassados ao fundo humanitário do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

Além do apoio financeiro, Washington mobilizou uma Equipe Regional de Resposta a Desastres (DART), com especialistas em emergências, incluindo duas equipes de busca e resgate urbano compostas por bombeiros, médicos, engenheiros estruturais e profissionais com cães farejadores.

CONTEXTO DA TRAGÉDIA

Os terremotos de magnitudes elevadas causaram grande destruição na Venezuela, com relatos de centenas de mortos, milhares de feridos e desabrigados. O país, que já enfrenta grave crise humanitária há anos sob o regime de Nicolás Maduro, vê agora agravada sua situação por conta da tragédia natural.

ANÁLISE EDITORIAL

O gesto dos EUA demonstra mais uma vez a diferença entre retórica ideológica e ação prática. Enquanto o regime chavista historicamente acusa Washington de interferência, é o governo Trump que responde com ajuda concreta em momento de sofrimento do povo venezuelano. O Brasil, sob Lula, mantém alinhamento com Maduro e o Foro de São Paulo, muitas vezes priorizando relações ideológicas em detrimento de uma política externa pragmática e humanitária. A direita brasileira observa com atenção: solidariedade real não precisa de alinhamento político, mas de capacidade de ação.