O influenciador Leonardo Ruy (@leonardo_ruy) apresentou nas redes uma leitura estratégica sobre a crise entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. Segundo ele, o que parece um racha grave seria, na verdade, parte de uma “Estratégia Vulcão”: criar tensão controlada para depois gerar uma união ainda mais forte no campo conservador.

AS TRÊS FASES DA ESTRATÉGIA

  1. Segunda fase: Reconciliação pública entre Flávio e Michelle na quarta-feira, com Flávio convidando a ex-primeira-dama para vice em sua chapa presidencial de 2026. O ato seria selado no grande evento do PL Mulher.
  1. Terceira fase: Jair Bolsonaro emite comunicado oficial endossando a chapa Flávio-Michelle e determinando o fim imediato de todos os ataques a Michelle.

Ruy avalia que, se concretizada, seria “a aposta mais alta da direita em anos”: uma chapa que une base evangélica, voto feminino, bolsonaristas raiz e o campo pragmático.

VISÃO CONSERVADORA

Para o bolsonarismo, essa narrativa faz sentido político. A direita brasileira historicamente se fortalece nos momentos de aparente caos. O que hoje parece fraqueza pode se transformar, em poucas semanas, na maior demonstração de força desde 2022. Michelle representa a ponte com mulheres e evangélicos; Flávio, a estrutura partidária e experiência legislativa. Juntos, complementam-se.

O ex-presidente Jair Bolsonaro, como comandante natural do movimento, teria a última palavra para pacificar o campo e mirar 2026 unido contra Lula e o PT.

O CAOS COMO INÍCIO DO PLANO

Como bem pontuou Ruy, “o caos não foi o fim do plano. O caos foi o início”. Se a estratégia se confirmar, o racha que dividiu a direita por dias viraria, no mesmo palco, o símbolo da união necessária para reconquistar o Brasil.

A direita e os bolsonaristas acompanham com atenção os próximos passos. Unidade não é opção — é sobrevivência.