O Departamento de Estado dos Estados Unidos atualizou, em 31 de agosto, o alerta de viagem para o Brasil e manteve o país no nível 2, que recomenda “cautela redobrada” por causa da criminalidade e do risco de sequestros. O aviso não representa uma proibição geral de viagens ao Brasil, mas afirma que crimes violentos, como homicídios, roubos armados e furtos de veículos, ocorrem em áreas urbanas durante o dia e a noite.

O documento recomenda não viajar para áreas de fronteira terrestre em uma faixa de até 160 quilômetros — com exceções para os parques nacionais do Iguaçu e do Pantanal — e para comunidades informais, como favelas, vilas e conglomerados. No Distrito Federal, a seção detalhada pede cautela reforçada em Ceilândia, Santa Maria, São Sebastião e Paranoá; funcionários do governo norte-americano precisam de autorização especial para circular nessas regiões entre 18h e 6h. O texto não inclui todo o DF nem cita de forma ampla os municípios goianos conhecidos como Entorno de Brasília.

Entre as orientações aos cidadãos norte-americanos estão evitar manifestações, não reagir a assaltos, ter cuidado ao caminhar ou dirigir à noite, não exibir objetos de valor e evitar ônibus municipais, especialmente no período noturno. O alerta também menciona golpes com sedativos, crimes praticados após encontros marcados por aplicativos e sequestros-relâmpago para saques ou transferências via Pix. Segundo o próprio documento, sequestros de cidadãos dos EUA por resgate são raros, embora ocorram ocasionalmente.