Imagens que circulam nas redes sociais brasileiras e foram divulgadas pelo deputado Eduardo Bolsonaro mostram monumentos históricos de Paris, incluindo áreas próximas ao Arco do Triunfo, pichados com as frases “Lula 13” e “Fora Bolsonaro”. O material, originalmente compartilhado pelo Correio da Manhã, registra o vandalismo em meio à onda de distúrbios que atingiu a capital francesa no último fim de semana. Um reel do Instagram da conta UHN Plus reforça a narrativa ao afirmar que a esquerda francesa se encarregou de vandalizar os monumentos com mensagens de apoio ao presidente socialista Lula da Silva.

A França enfrenta desde setembro uma escalada de protestos que começou com estudantes do ensino médio reclamando de falta de professores e infraestrutura e evoluiu para reivindicações sobre o custo de vida. No sábado, 17 de outubro, os atos deixaram ao menos um morto, cerca de 2 mil pessoas presas e mais de 600 policiais feridos, segundo o Ministério do Interior. Autoridades e rivais políticos acusam o partido França Insubmissa (LFI), de Jean-Luc Mélenchon, de alimentar a violência com discurso confrontador. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu afirmou que a agenda do partido de “instilar violência e caos” ficou exposta.

Mélenchon, que aparece em segundo lugar nas pesquisas para a eleição presidencial de 2027, rejeita a responsabilidade e atribui o caos ao governo. Críticos, no entanto, destacam a ambiguidade de seu discurso, que ao mesmo tempo condena vândalos e justifica táticas radicais. O episódio reforça o padrão de desrespeito da esquerda ao patrimônio público e histórico, observado também em manifestações brasileiras recentes em apoio a Lula, nas quais estações de metrô foram pichadas e depredadas. A preservação do legado cultural exige que o vandalismo, independentemente da bandeira política, seja tratado com rigor e sem complacência.