ESQUERDA DO URUGUAI ANALISA METODO BUKELE; LULA RECUSA CLASSIFICAR PCC E CV COMO TERRORISTAS
Enquanto Orsi cita El Salvador como exemplo a analisar para a seguranca, governo brasileiro rejeita enquadramento das faccoes
A esquerda do Uruguai, no governo de Yamandu Orsi (Frente Amplio), tem tratado o metodo de seguranca de Nayib Bukele em El Salvador como um exemplo a analisar para enfrentar o crime organizado. Orsi afirmou publicamente que a seguranca e um tema do qual e preciso falar e que o caso salvadorenho e o exemplo de um processo que deve ser estudado, reconhecendo que cerca de metade dos eleitores da Frente Ampla simpatizam com as politicas de Bukele.
No Brasil, o governo de Luiz Inacio Lula da Silva adota postura oposta. Lula tem rejeitado repetidamente a classificacao do PCC e do Comando Vermelho como organizacoes terroristas, argumentando que o terrorismo foi o 8 de Janeiro e que as faccoes praticam terror nas comunidades, mas nao se enquadram no conceito de terrorismo de Estado defendido pelos Estados Unidos. O governo brasileiro emitiu notas defendendo a soberania e afirmando que a distincao legal impede o enquadramento.
Enquanto no Uruguai o debate sobre mao dura e estudado mesmo por setores de esquerda, no Brasil o Palacio do Planalto resiste a reconhecer as faccoes como ameacas de natureza terrorista, priorizando a narrativa de combate interno sem o rotulo internacional. A diferenca de abordagem reflete como cada governo de esquerda trata a prioridade da seguranca publica diante do crime organizado.

