EM NY, LULA CHAMA TRUMP DE IMPERADOR E APONTA INTERFERÊNCIA DOS EUA NA ELEIÇÃO
Segundo divulgado pela Folha e pela CBN, o presidente, em entrevista a Christiane Amanpour na CNN em Nova York, voltou a acusar Donald Trump de agir como imperador, citou a Lei da Reciprocidade e disse haver indícios de interferência americana no processo eleitoral brasileiro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a chamar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de “imperador” e afirmou que há indícios de tentativa de interferência norte-americana nas eleições brasileiras, segundo divulgado pela Folha de S.Paulo e pela CBN nesta segunda-feira (21 de setembro de 2026). Em entrevista ao programa de Christiane Amanpour, da CNN, concedida em Nova York à margem da Assembleia Geral da ONU, Lula disse que Trump “tem o direito de governar os Estados Unidos, mas não direito de governar outros países” e pediu que Washington não interfira no processo interno do Brasil.![]()
Segundo a Folha, o petista afirmou que, se o diálogo com Washington não resolver o tarifaço, terá de aplicar a Lei da Reciprocidade e sobretaxar produtos americanos. Lula afirmou ainda que Trump já teria dito a várias pessoas que não vai interferir nas eleições brasileiras — “e é bom que faça isso” —, mas apontou preocupação com a proximidade entre o secretário de Estado Marco Rubio e a família Bolsonaro. Conforme a CBN, o presidente disse não estar preocupado, e sim atento ao processo eleitoral, citando inclusive o uso de inteligência artificial entre os indícios de interferência, embora tenha ressaltado que, por enquanto, há apenas suspeitas e nada concreto.![]()
![]()
Para a leitura bolsonarista, a entrevista em Nova York funciona menos como defesa de soberania e mais como tentativa de internacionalizar a disputa e antecipar narrativa de interferência estrangeira caso as urnas não confirmem a reeleição — em especial ao mirar Rubio e o entorno de Jair Bolsonaro enquanto o próprio governo busca negociar tarifas com a Casa Branca. O contraste com a peça anterior sobre alertas na ONU reforça o padrão: Lula escala o tom contra Trump e os EUA na reta eleitoral, mas mantém a porta aberta para acordo comercial, sinal de que a acusação de “imperador” também serve de pressão política doméstica. Fontes: Folha de S.Paulo e CBN.

