Claudio Dantas publicou a pergunta se quer reduzir os juros, e a conta que a Veja mediu depois do primeiro turno é concreta: CDBs prefixados com prazo acima de um ano, na plataforma da XP, pagavam 14,15% ao ano na sexta, antes das urnas, e nesta terça a taxa máxima caiu para 13,5%, uma redução de 0,65 ponto percentual em dois pregões.

A revista atribui o alívio ao efeito Flávio, a reprecificação da curva de juros depois de o senador fechar o primeiro turno com 47,03% contra 45,16% de Lula, o que barateia o funding dos bancos porque eles passam a captar pagando menos pelos títulos, enquanto o Focus ainda projeta a Selic em 13,50% no fim de 2026 e 12% em 2027, depois de o Copom ter cortado a taxa para 13,75% em setembro.

O segundo turno é em 25 de outubro, e a queda de 0,65 ponto no CDB é o primeiro preço que o mercado pôs na dianteira de Flávio, antes de qualquer posse e antes de a Selic acompanhar a curva.