Os juros futuros com vencimento nos próximos quatro anos caíram cerca de 1 ponto percentual na segunda, 5 de outubro, no pregão seguinte ao primeiro turno em que Flávio Bolsonaro fez 47,03% contra 45,16% de Lula, e o Poder360 calculou que, se esse patamar se mantiver, o governo economiza R$ 65,8 bilhões no custo da dívida.

A conta usa a projeção do Banco Central, no relatório de Estatísticas Fiscais de agosto, de quanto a dívida bruta cai se a Selic recuar 1 ponto, e o valor equivale a quase três vezes o custo do reajuste de 15,04% do Bolsa Família em 2027, de R$ 22,7 bilhões, e supera o impacto de R$ 54,6 bilhões do aumento de R$ 120 do salário mínimo, enquanto o Ibovespa fechou a segunda em recorde, aos 206.920 pontos, e as empresas ganharam quase R$ 500 bilhões em valor de mercado.

O mercado lê um eventual governo de Flávio como mais disciplinado nas contas, o que abriria espaço para o Banco Central cortar a Selic, hoje em 13,75%, e baratear o crédito, e o próprio Poder360 registrou que o efeito não é automático: se a expectativa fiscal ou a inflação piorar, a curva volta a subir antes do segundo turno de 25 de outubro.