EDUARDO DIZ QUE MORAES MANDOU PRENDÊ-LO DEPOIS QUE ACORDO COM O PL FRACASSOU
O ex-deputado falou à coluna de Paulo Cappelli que ministros tentaram negociar para livrar Alexandre de Moraes do impeachment
Eduardo Bolsonaro disse que Alexandre de Moraes determinou a prisão dele depois de descobrir que ministros do Supremo fracassaram ao tentar negociar com o PL um acordo para livrar o ministro de sofrer impeachment. A fala foi dada em entrevista à coluna de Paulo Cappelli, no Correio da Manhã, nesta sexta-feira, 9. O ex-deputado se disse vítima de perseguição e afirmou que espera que o nome dele não entre na lista da Interpol.
A ordem de Moraes foi assinada na quarta-feira, 7, e tornou-se pública na quinta. O ministro mandou começar o cumprimento da pena de 4 anos e 2 meses, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo, expedir mandado de prisão à Polícia Federal, incluir o nome no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões e cancelar os passaportes brasileiros de Eduardo. A Primeira Turma condenou o ex-deputado em junho, por unanimidade, rejeitou o recurso em 18 de setembro, e a Secretaria Judiciária certificou o trânsito em julgado em 5 de outubro, com a condenação encerrada em 3 de outubro, véspera do primeiro turno.
A Corte entendeu que Eduardo, dos Estados Unidos, onde vive desde o início de 2025, atuou junto a autoridades americanas para pressionar ministros e interferir no julgamento do pai, Jair Bolsonaro. A versão que ele deu agora a Cappelli liga o mandado não ao fim dos recursos, e sim a um acerto que teria fracassado entre a Corte e o PL para blindar Moraes do impeachment. O irmão, Flávio Bolsonaro, já disse que o Senado eleito neste ano reúne votos para abrir esse processo, e o segundo turno contra Lula é em 25 de outubro.

