O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) denunciou, em publicação nas redes sociais, o que classifica como guerra jurídica e retaliação política do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente Donald Trump. A manifestação ocorreu após a condenação unânime da Primeira Turma que o sentenciou a 4 anos e 2 meses de prisão por suposta coação no curso do processo na investigação da “trama golpista”.

Em texto direto, Eduardo afirmou que o STF “está se transformando em retaliação contra o Presidente Trump” e que “ninguém como a guerra jurídica pode ser transformada em arma contra adversários políticos”. Ele citou o presidente Trump, o secretário de Estado Marco Rubio e o secretário do Tesouro Scott Bessent, pedindo que o governo americano considere sanções contra o ministro Alexandre de Moraes.

“TRIBUNAL POLÍTICO”

Eduardo Bolsonaro classificou o STF como “tribunal político” que opera sem limites e acusou Moraes de violar direitos humanos. “Moraes está esperando um retorno de uma administração democrata radical nos EUA e, juntos, podem fazer com que o que ele está fazendo comigo hoje”, escreveu. O ex-deputado defendeu que as sanções americanas, incluindo Magnitsky, sejam aplicadas contra o ministro.

CONTEXTO DA CONDENAÇÃO

A decisão do STF, vista pela direita e pelos bolsonaristas como perseguição política e lawfare, impede Eduardo de disputar eleições por oito anos. A acusação central foi de que ele teria articulado sanções americanas para pressionar o Judiciário brasileiro e proteger o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

REAÇÃO DA DIREITA

Para o campo conservador, a publicação de Eduardo reforça a narrativa de que o ativismo judicial de Alexandre de Moraes ultrapassou todos os limites e agora busca confrontar até mesmo o governo Trump. Bolsonaristas defendem que a única resposta possível é a união da direita e a vitória nas urnas em 2026 para restaurar a ordem e a segurança jurídica no Brasil.