O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou duramente a iniciativa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de buscar participar de audiência pública nos Estados Unidos sobre a tarifa adicional de 25% imposta a produtos brasileiros. Segundo Durigan, a atuação do parlamentar “desrespeita a institucionalidade” e pode prejudicar os interesses do país.

CRÍTICA DURANTE VIAGEM A PEQUIM

Em viagem oficial à China, Durigan afirmou que negociações comerciais devem ser conduzidas exclusivamente pelo Estado brasileiro, e não por “agentes políticos de forma paralela”. O ministro defendeu que interlocuções com governos estrangeiros sigam canais institucionais.

AÇÃO DE FLÁVIO BOLSONARO

Flávio Bolsonaro solicitou 5 minutos para falar na audiência marcada para 6 de julho, com o objetivo de defender exportadores brasileiros e pedir suspensão da tarifa. Até o momento, seu nome ainda não consta na lista final de participantes. O senador tem atuado para dialogar diretamente com a administração Trump.

CONTRADIÇÃO DO GOVERNO LULA

Enquanto Durigan ataca Flávio por “interferência”, o governo Lula acumula críticas por políticas que levaram ao tarifaço americano, como questões de comércio digital, pagamentos eletrônicos, tarifas preferenciais, corrupção, propriedade intelectual e desmatamento ilegal — pontos explicitamente citados por Marco Rubio em carta recente.

ANÁLISE CONSERVADORA

A reação petista revela incômodo com a oposição construindo pontes internacionais. Flávio Bolsonaro age de forma legítima ao defender interesses brasileiros junto aos EUA, enquanto o governo Lula prioriza ideologia e perde espaço no cenário global. A tentativa de desqualificar a articulação da oposição mostra mais uma vez o autoritarismo petista ao tratar o Estado como propriedade partidária.