Pedro Doria, na CBN, analisou em 2 de outubro, dois dias antes do primeiro turno, como a briga em torno do Supremo podia mudar o peso da eleição, e o próprio título do comentário no Viva Voz diz que um eventual governo de Flávio Bolsonaro e a promessa de impeachment de ministros tensionariam a relação com o STF, num comentário de dois minutos e vinte e seis segundos sobre o impacto de uma disputa entre os Poderes no voto de domingo.

O que a votação trouxe depois foi Flávio na frente, com 47,03% contra 45,16% de Lula, e, na segunda, Valdemar Costa Neto disse à CNN que o PL não apoia a recondução de Davi Alcolumbre ao Senado em 2027, que o candidato do partido é Rogério Marinho e que Alcolumbre está fechado com o governo e segura pautas na Casa, matérias que o Valor identificou como os pedidos de impeachment de ministros do Supremo parados desde o início de 2025.

O segundo turno fica para 25 de outubro, e o caminho que Doria colocou na mesa antes do voto, o de um governo de Flávio esbarrando no Supremo por causa do impeachment, passou a ter nome e data no dia seguinte à apuração, quando o presidente do PL cravou que a bancada de 28 senadores não vai sustentar Alcolumbre.