Cláudio Magnavita publicou no Correio da Manhã, na edição de 2 de outubro, dois dias antes do primeiro turno, que Lula estava revoltado com as instituições financeiras e com o apoio que Flávio Bolsonaro vinha recebendo dos setores produtivos, e que repetia aos colaboradores mais próximos a frase “Depois da reeleição, eles vão ver!”, inconformado, segundo a coluna, com o que chamou de ingratidão de setores que não reconheciam a guinada do presidente ao centro.

O texto de Magnavita descreve o tom como amargo e vingativo, com a frase “Esperem 2027!”, o anúncio do fim do “Lulinha Paz e Amor”, personagem que o colocou três vezes na Presidência, e a disposição de ir atrás dos que a coluna chama de traidores para acabar de vez com o bolsonarismo, no relato de que o núcleo duro do PT não tinha visto Lula tão raivoso nem tão disposto a virar a mesa.

A coluna não traz o nome de quem ouviu as frases nem um discurso público com esses dizeres, e o que veio depois foi o primeiro turno de domingo, com Flávio em 47,03% e Lula em 45,16%, e a segunda-feira em que o dólar caiu 4,12%, voltou a R$ 5,0022, e o Ibovespa fechou em 206.911,89 pontos, recorde, no pregão que o mercado leu como reação à liderança de Flávio, com o segundo turno marcado para 25 de outubro.