Documentos do governo de Donald Trump e do Congresso americano, obtidos pelo UOL, citam o lobby de Eduardo Bolsonaro por sanções a Alexandre de Moraes e detalham o fundo de US$ 1 milhão, cerca de R$ 5 milhões, do programa Countering Lawfare and Censorship in Brazil, patrocinado pelo Departamento de Estado e liberado em 30 de setembro, cinco dias antes do primeiro turno.

Um dos papéis diz que o prêmio mira o Supremo e a percepção de que a Corte ataca a liberdade de expressão nos Estados Unidos, e descreve o fundo como apoio à sociedade civil contra ativismo judicial e censura, com a frase de que o deputado brasileiro Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, faz lobby junto ao governo americano para que sanções sejam impostas a Moraes, sem confirmar que ele recebeu os recursos, cujos beneficiários seguem em sigilo até para membros do Congresso.

O Departamento de Estado não respondeu ao UOL sobre os destinatários, a AGU já pediu investigação sobre possível interferência, e o segundo turno de 25 de outubro coloca o irmão de Eduardo, Flávio, com 47,03%, contra Lula, com 45,16%.