Diplomatas estrangeiros em Brasília discutem reconhecimento rápido do vencedor do segundo turno para evitar tentativas externas de questionar o resultado.

Segundo a Reuters, dois embaixadores expressaram preocupação de que Donald Trump ou seu governo possam contestar uma eventual vitória apertada de Lula. O Departamento de Estado dos EUA se recusou a se comprometer publicamente a respeitar o resultado certificado pelo TSE. Observadores internacionais reforçaram presença no país.

Quatro embaixadores ouvidos pela agência disseram que a iniciativa busca impedir declarações prematuras de vitória por líderes de fora do Brasil. Um deles afirmou que não se surpreenderia se Trump ou Javier Milei declarassem Flávio Bolsonaro vencedor antes das autoridades eleitorais. As missões ainda não formalizaram plano e consultam suas capitais.

A discussão ocorre a dois dias da votação, com pesquisas mostrando disputa apertada. Conservadores alertam que o reconhecimento acelerado por governos alinhados a Lula pode ser usado para pressionar o TSE e reduzir o espaço para contestações legítimas sobre irregularidades, em vez de priorizar a soberania e a transparência do processo eleitoral brasileiro.