O advogado Rodrigo Marinho Crespo, morto a tiros em frente à sede da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ) em fevereiro de 2024, atuava na defesa de Willer Tomaz, advogado e amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na disputa judicial envolvendo uma mansão em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. A briga judicial envolve o jogador Richarlison do Tottenham da Inglaterra.

De acordo com o colunista Guilherme Amado, do site Metrópoles, Crespo assumiu a defesa de Tomaz após a saída de Luis Felipe Salomão, filho do corregedor nacional de Justiça. A empresa WT Administração de Imóveis e Bens, vinculada a Willer Tomaz, detém a posse do imóvel disputado desde 2020 por companhia ligada a Richarlison.

Crespo tinha 42 anos e foi morto em 26 de fevereiro de 2024, quando saiu do escritório para lanchar nas proximidades da OAB-RJ. Segundo testemunhas, um homem encapuzado se aproximou, chamou o advogado pelo nome e efetuou os disparos. Três homens foram posteriormente condenados a 30 anos de prisão cada um pelo homicídio, com tese do Ministério Público ligando o crime a interesses de organização criminosa do setor de apostas.

O caso ressurge no contexto das investigações da Polícia Federal que apontam vínculos comerciais e pessoais entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz, incluindo suspeitas de sociedade em bets. Conservadores observam que a atuação profissional de Crespo no processo não comprova qualquer envolvimento do candidato do PL no crime, e que tentativas de associar Flávio diretamente ao assassinato já foram barradas pelo TSE por falta de elementos mínimos de prova.