DINO PROÍBE 29 INVESTIGADOS DA MAKE UP DE SAIR DO PAÍS
Relator no STF derruba o sigilo da Operação Make Up e impede Mario Frias, Karina Gama e outros alvos de deixarem o Brasil sem autorização, segundo a Itatiaia
O deputado federal Mario Frias (PL-SP) e outros 28 alvos de mandados de busca e apreensão na Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (10), estão impedidos de sair do país sem autorização. A medida foi determinada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito que investiga o desvio de emendas parlamentares para a produtora do filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), conforme a Itatiaia. Também está impedida de deixar o país a empresária Karina Gama, dona da produtora Go Up, responsável pela obra. 
Segundo Dino, a cautelar foi necessária em razão da utilização de empresas sediadas no exterior no esquema e para garantir a aplicação da lei penal, registra a Itatiaia. Os investigados tiveram os passaportes apreendidos, foram proibidos de manter contato entre si e perderam o direito de licitar e contratar com o poder público. Ao todo, são 49 mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro. Em março, Dino já havia determinado que Frias prestasse esclarecimentos sobre uma emenda de R$ 2 milhões destinada ao Instituto Conhecer Brasil, ONG ligada à produtora da obra. Em maio, o deputado negou irregularidades e afirmou que os recursos tiveram fim social; a defesa disse que as emendas não eram "emendas Pix", mas transferências com finalidade definida e previstas na Constituição, com objeto específico no Transferegov.
Ainda conforme a Itatiaia, a PF aponta organização criminosa formada por agentes públicos e privados suspeita de direcionar valores a empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços. As tentativas de ocultar os desvios teriam se estendido até julho deste ano, com rastreamentos financeiros que identificaram movimentação de milhões de reais entre as empresas. Os possíveis crimes envolvem peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes de licitação. Não foram cumpridos mandados de prisão. Dino derrubou o sigilo da investigação nesta quinta-feira (10).

