Deltan Dallagnol, do Novo, foi o segundo mais votado ao Senado no Paraná neste domingo, com 25,14% dos votos válidos e mais de 2,9 milhões de votos, atrás de Filipe Barros, do PL, com 27,25%, e no primeiro discurso depois da confirmação ele colocou o impeachment de Alexandre de Moraes no centro do mandato, com a frase de que juntos prenderam o presidente Lula e juntos vão fazer o primeiro impeachment constitucional de um ministro do Supremo.

Ele disse que o Brasil está elegendo um exército de senadores e de deputados de direita, que vai atuar contra o que chamou de arbítrio, abuso de poder e interferência nas eleições, e que quer segurança jurídica para o povo trabalhar, gerar emprego e renda, além de prometer recursos para o Paraná junto com o governador eleito Sergio Moro, que o G1 registrou vencedor no primeiro turno com 50,11% dos votos válidos, 3.127.618 votos, com 99,87% das seções, à frente de Sandro Alex, com 25,35%, e de Requião Filho, com 23,48%.

A cadeira ainda depende do plenário do TSE, porque o registro de Deltan está deferido com recurso: no sábado o ministro Floriano de Azevedo Marques indeferiu a candidatura e no domingo Kassio Nunes Marques suspendeu essa decisão, de modo que os votos foram apurados e a vaga espera o julgamento definitivo, e, se o tribunal confirmar a inelegibilidade, o Paraná pode ter de fazer nova eleição para essa cadeira do Senado.