O candidato à Presidência da República da Colômbia, Abelardo de la Espriella, sacudiu as estruturas do debate eleitoral a poucas semanas do segundo turno com uma declaração audaciosa e sem precedentes na história diplomática do continente. Durante uma entrevista concedida ao influente líder religioso Miguel Arrázola, o aspirante conservador — carinhosamente apelidado por seus apoiadores como "El Tigre" — afirmou com orgulho que, caso saia vitorioso das urnas, sua gestão representará um marco ideológico definitivo. "Es la primera vez que un presidente colombiano es republicano, hermano. Y yo soy republicano en Estados Unidos", declarou de forma categórica o candidato da direita nacionalista, autodenominando-se como o "primeiro presidente republicano dos Estados Unidos na Colômbia".

O ALINHAMENTO COM TRUMP E O PROJETO DO "PLAN COLOMBIA 2"

Identificando-se abertamente como um membro registrado e eleitor ativo do Partido Republicano na nação norte-americana, De la Espriella fez questão de explicitar sua total conexão com a ala conservadora da Casa Branca. "Yo voté por el presidente Trump", disparou o candidato, consolidando sua imagem de principal aliado do presidente americano Donald Trump em território sul-americano. Para além da retórica partidária, "El Tigre" apresentou propostas robustas de cooperação estratégica internacional que visam redesenhar a segurança regional, defendendo abertamente a implementação imediata de um programa militar e financeiro denominado de "Plan Colombia 2", que inclui como pilar central o retorno de bases militares norte-americanas ao território colombiano para combater de forma implacável os cartéis de drogas e as dissidências terroristas das FARC.

A PROPOSTA DE DOLARIZAÇÃO DA ECONOMIA COLOMBIANA

Buscando blindar as finanças do país contra os surtos inflacionários e a instabilidade monetária que historicamente assolam as nações vizinhas governadas pela esquerda, Abelardo de la Espriella também incluiu em sua plataforma de governo uma proposta de forte impacto financeiro: a dolarização completa da economia da Colômbia. A substituição do peso colombiano pela moeda norte-americana é vista pela equipe econômica do movimento conservador como o caminho mais rápido e seguro para atrair investimentos estrangeiros em massa, garantir a estabilidade do poder de compra das famílias e integrar o setor produtivo nacional diretamente à maior potência econômica do planeta livre, cortando as amarras do estatismo regulatório.

REVOLTA NA ESQUERDA E A DEFESA DA VERDADEIRA SOBERANIA

Como era de se esperar, as declarações contundentes de De la Espriella acenderam o sinal de alerta e geraram uma onda de ataques desesperados por parte de setores governistas de esquerda e da militância aliada ao candidato Iván Cepeda. Críticos e opositores apressaram-se em afirmar nas redes sociais que o posicionamento de "El Tigre" colocaria em risco a soberania nacional colombiana, alegando de forma demagógica que "não se pode ser presidente da Colômbia e autodenominarse republicano de Estados Unidos". No entanto, para os coordenadores da campanha de oposição, a aliança profunda e declarada com Washington é a única garantia real de que o país recuperará sua força institucional, sua segurança interna e sua dignidade econômica após os anos de desgaste promovidos pela agenda progressista do atual governo de Gustavo Petro.