Daniella Marques Consentino é quem coordena o plano econômico da campanha de Flávio Bolsonaro. Administradora formada pela PUC-Rio, com MBA em finanças pelo Ibmec, passou cerca de 20 anos no mercado antes de entrar no governo. Foi secretária especial de Produtividade e Competitividade no Ministério da Economia e, de 5 de julho de 2022 a 9 de janeiro de 2023, presidente da Caixa Econômica Federal, a terceira mulher no cargo.

Na segunda-feira (21), no Pânico, da Jovem Pan, ela contou a ordem que recebeu: revogar todos os impostos criados ou elevados por Fernando Haddad na Fazenda. Citou duas prioridades. A primeira é acabar com o imposto de exportação de 12% sobre o petróleo, que chamou de excrescência. A segunda é devolver o IOF ao patamar de 2022. Também negou que Flávio queira privatizar a Caixa. Disse que o alvo são estatais que não fazem sentido, “buraco sem fundo e cabideiro de emprego”, e que a Caixa ficaria como banco de política pública.

No dia 14, no seminário da Esfera, em São Paulo, ela defendeu um ajuste rápido das contas. Disse que é a favor do arcabouço fiscal, mas quer aprimorá-lo, e alertou que, sem esse ajuste, o cenário de inadimplência e de estouro de balanço do governo e das empresas fica drástico. Não detalhou a lista de cortes.

Na segunda (28), no podcast SantoFlow, Flávio fez a comparação direta: “Você prefere uma Dani Marques ou um Haddad na Economia?” Disse que ainda não fecha nomes de ministério, mas que ela é quem está ajudando na economia e que deve entrar no que chamou de maior programa de mobilidade social. Um vídeo que circula nesta quarta repete o mesmo recado, em outras palavras: que a campanha precisava de alguém preparado, e que Daniella Marques elevou o nível do debate.