Em 4 de dezembro de 2024, Lula recebeu o banqueiro Daniel Vorcaro em reunião não registrada em agenda oficial no Palácio do Planalto, articulada pelo ex-ministro Guido Mantega que atuava como lobista de Vorcaro. Participaram Gabriel Galípolo (então designado para presidir BC), ministros Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Silveira (Minas e Energia), CEO do Master Augusto Lima e o próprio Vorcaro. Lula aconselhou Vorcaro a não vender o Banco Master ao BTG Pactual por valor simbólico, respondendo com palavrões contra Roberto Campos Neto e André Esteves. A reunião foi omitida da agenda oficial — registrada apenas em 27 de dezembro de 2024.   Mantega recebeu R$ 16 milhões em honorários como “consultor” do Master entre julho e novembro de 2025 , período em que atuava como intermediário do governo petista.

Simultaneamente, o ministro Alexandre de Moraes manteve contatos informais via aplicativos de mensagens com Vorcaro, trocando relatos sobre a venda do Master e tratando de inquérito sigiloso que levaria à prisão do banqueiro em novembro de 2025. Mensagens extraídas pela PF mostram que uma das conversas durou quase todo o dia em que Vorcaro foi preso (17 de novembro de 2025).   A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, possui contrato de R$ 129 milhões para defender o Banco Master . Moraes telefonou seis vezes no mesmo dia a Gabriel Galípolo para saber sobre andamento da operação de compra do Master pelo BRB , violando protocolos de contato direto entre magistrado e cliente de familiares.

O Banco Central impôs sigilo de 8 anos sobre documentos relacionados à liquidação extrajudicial do Banco Master, com classificação “secreta” até novembro de 2033, alegando que divulgação contrapõe “interesse público na preservação da estabilidade financeira, econômica e monetária do país” . Lula pediu a Galípolo que tratasse o caso do Master “com isenção”  — orientação que não se materializou, já que o BC bloqueou toda documentação de apuração. Enquanto isto, Flávio Bolsonaro negociava com Vorcaro R$ 134 milhões para filme sobre Jair, com R$ 61 milhões efetivamente desembolsados .

Cenário revelado pela análise de Bárbara do TetAtualizei expõe padrão institucional: esquerda petista (Lula + Moraes + Galípolo + Mantega) conspirou com banqueiro fraudador através de reuniões encobertas, negociações privadas de magistrado com investigado, blindagem de documentos via sigilo estatal de 8 anos, enquanto direita bolsonarista (Flávio + Eduardo) simultaneamente negociava com mesmo banqueiro para financiar filme sobre Jair Bolsonaro. O Master virou ferramenta de manipulação política: PT usou para influenciar BC; direita usou para financiar propaganda. Ambas as frentes consumiram recursos de instituição que defraudou R$ 47 bilhões do sistema financeiro, enquanto Galípolo blinda tudo sob sigilo até 2033 — exatamente quando a verdade já estará enterrada.