Em 14 de novembro de 2025, Bernardo Moreira Amado Barros, ex-assessor parlamentar de André Janones, entrou no Condomínio Solar Brasília, no Jardim Botânico, em Brasília (DF), informando na portaria que visitaria uma moradora. Em vez disso, ele circulou pelas áreas internas e realizou um protesto com megafone nas proximidades da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que à época cumpria prisão domiciliar. O condomínio registrou o episódio em câmeras de segurança e acionou a Justiça para restringir o acesso do ex-assessor e impor multa de R$ 50 mil por descumprimento. 

CONTEXTO E HISTÓRICO

O protesto ocorreu no mesmo dia em que o STF julgou embargos de declaração relacionados a Bolsonaro. O condomínio alega violação das regras internas de convivência e segurança, com perturbação do sossego dos moradores. Bernardo Barros já havia sido exonerado do cargo comissionado na Câmara dos Deputados após invadir uma transmissão ao vivo da GloboNews, em maio de 2026, gritando “Anistia é o caralho, Lula reeleito”. Ele também foi indiciado por perturbação do sossego em outro episódio.

PERSONAGENS E ENVOLVIDOS

  • Bernardo Moreira Amado Barros: ex-assessor de André Janones, autor do protesto.
  • André Janones (Rede-MG): deputado federal, empregador anterior de Barros, conhecido por polêmicas envolvendo supostas rachadinhas.
  • Condomínio Solar Brasília: autor da ação judicial, busca proteger a privacidade e segurança dos moradores.
  • Jair Bolsonaro (PL): ex-presidente, residente no local e alvo direto do protesto.
  • Administração do condomínio e advogados: responsáveis pela apuração via câmeras e ingresso da ação.

REAÇÕES

A direita  condena o ato como assédio político intolerável, destacando que nem mesmo a residência de um ex-presidente eleito democraticamente é respeitada pela esquerda. Veículos conservadores classificaram o episódio como exemplo de “intolerância esquerdista” e falta de limites, onde adversários não merecem sossego nem em casa. Não há registro de apoio público amplo ao protesto por parte de autoridades de esquerda, mas o caso reforça o padrão de hostilização pessoal.

CONSEQUÊNCIAS

A ação busca impedir que Barros utilize acessos de visitantes para circular internamente ou se aproximar de imóveis sem autorização específica. O condomínio pede multa de R$ 50 mil por eventual descumprimento. O episódio expõe vulnerabilidades de segurança em residências de figuras públicas e reforça debates sobre limites da liberdade de expressão versus direito à privacidade e sossego.

POSSÍVEIS DESDOBRAMENTOS

A Justiça pode conceder liminar restritiva, ampliando o desgaste político da esquerda radical. O caso pode servir de precedente para outras ações de condomínios contra atos de assédio. Na esfera política, alimenta críticas ao ativismo de assessores ligados a deputados polêmicos e à cultura de hostilização contra a direita.