A Polícia Federal deflagrou a 10ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes bilionárias no Banco Master, e mirou o publicitário Thiago Miranda, fundador da agência MIT. Ele é apontado como principal articulador de um esquema de manipulação de informação e reputação, recrutando influenciadores para blindar a gestão de Daniel Vorcaro.

Segundo a PF, Miranda coordenava o “Projeto DV” (iniciais de Daniel Vorcaro), com pagamentos que chegavam a R$ 2 milhões por postagens contra 0 Banco Central e outras autoridades. Mensagens obtidas revelam que Vorcaro encomendou dossiê contra o CEO do Itaú Unibanco, Milton Malu.

 MONITORAMENTO E INTIMIDAÇÃO

A investigação indica que o grupo monitorava jornalistas, como a colunista Malu Gaspar, com objetivo de constrangê-los. A PF cita violação de dados sigilosos e táticas de intimidação. Miranda nega crimes e afirma que atuou em gestão de crise e reputação dentro da legalidade.

O ministro André Mendonça autorizou buscas. A operação apura crimes contra o sistema financeiro, organização criminosa, embaraço à investigação e violação de dados.