GRUPO DE VORCARO OFERECIA ATÉ R$ 2 MILHÕES A INFLUENCIADORES POR POSTAGENS CONTRA O BANCO CENTRAL
PF investiga Thiago Miranda, fundador da agência MIT, como articulador de campanha paga para atacar BC, Itaú e jornalistas a serviço de Daniel Vorcaro; operação revela dossiês e monitoramento.
A Polícia Federal deflagrou a 10ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes bilionárias no Banco Master, e mirou o publicitário Thiago Miranda, fundador da agência MIT. Ele é apontado como principal articulador de um esquema de manipulação de informação e reputação, recrutando influenciadores para blindar a gestão de Daniel Vorcaro./i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2025/J/a/aEcjUWRCiiRvMe3ZzG5A/foto25fin-101-master-c4.jpg)
Segundo a PF, Miranda coordenava o “Projeto DV” (iniciais de Daniel Vorcaro), com pagamentos que chegavam a R$ 2 milhões por postagens contra 0 Banco Central e outras autoridades. Mensagens obtidas revelam que Vorcaro encomendou dossiê contra o CEO do Itaú Unibanco, Milton Malu.
MONITORAMENTO E INTIMIDAÇÃO
A investigação indica que o grupo monitorava jornalistas, como a colunista Malu Gaspar, com objetivo de constrangê-los. A PF cita violação de dados sigilosos e táticas de intimidação. Miranda nega crimes e afirma que atuou em gestão de crise e reputação dentro da legalidade.
O ministro André Mendonça autorizou buscas. A operação apura crimes contra o sistema financeiro, organização criminosa, embaraço à investigação e violação de dados.

